All posts tagged: Educação pública

História Presente leva estudantes a Vassouras para conhecer e construir novas memórias sobre o Vale do Café

Ação realizada em 14 de agosto reuniu estudantes de diferentes escolas em atividades que combinaram pesquisa histórica, produção artística e circulação por espaços de memória de Vassouras No dia 14 de agosto, estudantes de diferentes escolas participaram, em Vassouras (RJ), de uma ação do Programa História Presente, do Instituto Lima Barreto para a Mobilidade Social. A atividade colocou os jovens em contato direto com espaços históricos e culturais da cidade e propôs uma experiência de aprendizagem que articulou pesquisa, produção artística e reflexão sobre as memórias do Vale do Café.   Realizada no Centro Cultural Cazuza e em diferentes pontos históricos de Vassouras, a programação reuniu estudantes da região e jovens que vieram de outras partes do estado. Ao longo do dia, eles participaram de oficinas, conheceram a exposição produzida pelos próprios alunos e percorreram espaços de memória da cidade, relacionando os conteúdos trabalhados nas atividades com o território. Para Tamires, diretora do Instituto Lima Barreto para a Mobilidade Social e gestora do Programa História Presente, levar os estudantes para esses espaços está diretamente relacionado à proposta do projeto. Trazer os alunos aqui para Vassouras, pro Centro Cultural Cazuza, e transformar essa exposição em um grande evento é muito importante pra gente, porque é um dos pilares do projeto História Presente: trazer essa democratização do conhecimento histórico, mas também do direito à cidade. Estudantes como protagonistas da história No Centro Cultural Cazuza, os estudantes tiveram contato com trabalhos produzidos durante as atividades do História Presente, incluindo estandartes, peças gráficas e outros materiais elaborados pelos próprios jovens. A exposição foi pensada como parte da experiência formativa, fazendo com que os alunos não ocupassem apenas o lugar de visitantes, mas também de produtores e divulgadores de conhecimento.   “A exposição foi pensada justamente para trazer os alunos como protagonistas dessa história”, explica Tamires. “Os alunos são protagonistas não só dessa história, mas também da memória que eles vão construindo ao longo do tempo.” A programação também incluiu uma oficina dedicada à investigação de sujeitos e grupos que tiveram suas trajetórias pouco representadas nas narrativas tradicionais sobre o Vale do Café. Os estudantes trabalharam com referências históricas e foram convidados a recuperar nomes e histórias de pessoas escravizadas e de outros personagens negros e não brancos ligados à formação da região. A atividade partiu de uma pergunta central: quem aparece quando contamos a história de um lugar — e quem acaba ficando de fora? A proposta da oficina abordou povos originários, população negra, trabalhadores, mulheres e manifestações culturais populares, discutindo também processos de apagamento e preservação da memória. História vivida no território Depois das atividades no Centro Cultural Cazuza, os estudantes circularam por diferentes espaços de Vassouras, entre eles a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e o Museu Casa da Hera. A experiência permitiu que os conteúdos discutidos nas oficinas fossem relacionados aos próprios lugares onde parte dessas memórias está preservada. Para Maria Gama, coordenadora cultural do Instituto Lima Barreto e educadora social, essa circulação é uma das características importantes da metodologia do História Presente. “As oficinas a céu aberto são muito importantes pro projeto História Presente. A partir delas, os alunos sentem que podem ocupar os espaços da cidade. Eles têm aula de história vivendo esses lugares.” A proposta do circuito urbano formativo também buscou estimular uma leitura crítica dos espaços históricos de Vassouras, observando as diferentes memórias presentes na cidade e os processos de permanência e apagamento que fazem parte da construção do patrimônio. Para os estudantes, estar nesses lugares modificou a relação com aquilo que estava sendo aprendido.   Iasmin, estudante do 2º ano, destacou justamente essa dimensão prática da atividade: “A oficina trouxe pra gente contando sobre a história, sobre aquilo que a gente não sabia. Eu acho que mudou basicamente tudo que a gente tinha como visão da história… ela conseguiu desenvolver isso de uma forma divertida, leve e prática.” A estudante também contou que nunca havia visitado Vassouras e destacou o contato com os espaços históricos da cidade, incluindo a Casa da Hera. Para ela, a experiência possibilitou reunir diferentes conhecimentos em uma mesma atividade. Realizando seu ensino médio em um curso de normalistas, acrescentou: “Acho que essa junção toda vai agregar muito pro nosso ensino… e dar uma bagagem muito forte pra nossa carreira.” O direito de ocupar a cidade Para o Instituto Lima Barreto, a circulação dos estudantes por espaços históricos e culturais também está relacionada ao direito à cidade. A experiência busca aproximar jovens de lugares que muitas vezes parecem distantes de sua rotina e reafirmar que esses espaços também fazem parte de sua formação e podem ser ocupados por eles. “A gente sempre menciona para eles que esses espaços são deles, que eles são pertencentes a isso, que eles devem ocupar”, afirma Tamires. “Reafirma esse sentimento nosso de que é o nosso dever, mas também é um direito deles estarem pertencendo a esse local.” A atividade realizada em Vassouras reuniu, assim, diferentes dimensões do trabalho desenvolvido pelo História Presente: o contato com fontes e narrativas históricas, a produção dos próprios estudantes, a circulação pelo patrimônio e o encontro com outras formas de interpretar o passado. Para Maria Augusta, a dimensão da experiência também está relacionada ao fato de que parte dos jovens estava conhecendo aquela região pela primeira vez. Dos estudantes levados pelo Instituto, 37 nunca haviam estado no Sul Fluminense. A experiência deixou, portanto, mais do que registros produzidos para uma exposição. Deixou novas referências para os estudantes sobre a história, a cultura e os espaços que fazem parte do estado em que vivem — e a possibilidade de perceber que esses lugares também podem ser espaços de aprendizagem, participação e pertencimento. Sobre o Instituto Lima Barreto para a Mobilidade Social O Instituto Lima Barreto para a Mobilidade Social atua na ampliação de oportunidades para jovens da educação pública, articulando formação, conhecimento, circulação cultural e conexão com diferentes horizontes profissionais. Por meio dos programas História Presente e Agritalentos da Periferia, desenvolve experiências formativas que aproximam estudantes de novos repertórios, territórios,

Read more

Enquire here

Give us a call or fill in the form below and we'll contact you. We endeavor to answer all inquiries within 24 hours on business days.